Milão 2026: as tendências que estão transformando o design e a arquitetura contemporânea

A cada nova edição, a Design Week de Milão reafirma seu papel como o principal termômetro global do design, da arquitetura e do lifestyle. Mais do que apresentar lançamentos e estéticas, a temporada revela movimentos culturais, comportamentais e sensoriais que ajudam a desenhar o futuro dos espaços.

Em 2026, Milão mostrou um design cada vez mais conectado à experiência, à materialidade e à autenticidade. 

Texturas naturais, acabamentos artesanais, formas esculturais e a valorização dos materiais brutos dominaram as principais exposições, instalações e ambientes apresentados durante o iSaloni, Eurocucina, Alcova e Fuorisalone.

E entre os grandes protagonistas desta temporada, as pedras naturais ganharam ainda mais força, agora não apenas como revestimento, mas como elemento central do mobiliário, da arquitetura e da narrativa dos projetos.

O design sensorial ganha protagonismo

Uma das percepções mais marcantes desta edição foi a consolidação de um design que vai além da estética visual. Mais do que observar, Milão propôs sentir os ambientes.

Texturas táteis, superfícies naturais, acabamentos irregulares e materiais com aparência orgânica criaram experiências mais humanas, acolhedoras e emocionais. 

A busca por autenticidade apareceu em diferentes linguagens, desde instalações conceituais até cozinhas, banheiros e peças de mobiliário.

Segundo a arquiteta Carol Bollmann, presença constante na semana de design de Milão, o movimento já vem sendo percebido há alguns anos — mas agora ganha ainda mais força:

“Não é mais um design que se vê, mas um design que se sente.”

Essa valorização do sensorial reforça a importância dos materiais naturais dentro da arquitetura contemporânea, especialmente daqueles capazes de transmitir história, profundidade e identidade.

As pedras naturais como protagonistas do mobiliário

Na Eurocucina e no iSaloni, as pedras naturais apareceram em propostas inovadoras que exploram novas aplicações, acabamentos e possibilidades construtivas.

A arquiteta Natália Lopes, responsável pelo estande da Marmomac de 2026, destacou duas tendências que chamaram atenção durante a feira: o uso de peças esculpidas em pedra natural e a integração do material à marcenaria.

Segundo ela, as texturas naturais transformaram as cozinhas em verdadeiras experiências de design, revelando desenhos únicos e reforçando a exclusividade de cada material.

As rochas ganharam formas orgânicas, bordas arredondadas, volumetrias esculturais e aplicações que ultrapassam as bancadas tradicionais, ocupando também mobiliários, painéis, portas e detalhes arquitetônicos.

Essa evolução acompanha diretamente os avanços tecnológicos nos acabamentos e processos de fabricação, permitindo que as pedras naturais assumam funções cada vez mais sofisticadas e autorais.

O artesanal e o natural como resposta ao excesso digital

Outro destaque desta temporada foi o retorno do artesanal como elemento de valor no design contemporâneo.

Marcas, galerias e instalações reforçaram a importância do feito à mão, das imperfeições naturais e da construção de peças carregadas de significado. Tapeçarias, superfícies texturizadas, materiais brutos e composições orgânicas marcaram presença em diferentes espaços da cidade.

No Fashion Salone e em experiências imersivas espalhadas por Milão, o luxo apareceu de forma mais silenciosa e sensorial — menos ligado ao excesso e mais conectado à autenticidade da matéria-prima.

Nesse contexto, os materiais naturais se tornam protagonistas justamente por carregarem singularidade, memória e narrativa.

Design experimental e liberdade criativa

A Alcova, um dos espaços mais experimentais da Design Week, reforçou outro movimento importante desta edição: a liberdade criativa.

Projetos conceituais, instalações artísticas e mobiliários de linguagem híbrida mostraram um design sem barreiras entre arte, arquitetura e produto. 

Materiais naturais apareceram combinados a tecnologias, iluminação, tecidos e estruturas inesperadas.

O resultado foi uma temporada marcada pela experimentação, pela mistura de linguagens e pela valorização de projetos com personalidade e identidade própria.

A Paraná acompanha de perto os movimentos que moldam o futuro do design

Presente nos principais eventos do setor no Brasil e no mundo, a Paraná acompanha de perto as tendências, comportamentos e transformações que impactam a arquitetura contemporânea.

Mais do que observar tendências, estar em Milão significa vivenciar experiências, compreender novos movimentos do morar e ampliar o olhar sobre o papel dos materiais naturais dentro da arquitetura e do design global.

Nesta temporada, a cidade reforçou aquilo que já vinha sendo percebido nos últimos anos: os materiais naturais seguem ocupando um lugar cada vez mais relevante em projetos que unem sofisticação, inovação, sensorialidade e autenticidade.

E se Milão continua ditando os próximos movimentos do design mundial, as pedras naturais seguem como protagonistas dessa nova narrativa.

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André Henning transforma o Café Ode ao Caramelo em uma experiência sensorial na Bienal de Arquitetura Brasileira

Entre concreto, natureza e brasilidade, o arquiteto André Henning apresentou um dos espaços mais comentados da primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira, realizada no Parque Ibirapuera, em São Paulo. O “Café Ode ao Caramelo”, patrocinado pela Copa Energia e operado pela Go Coffee, foi planejado para ser muito mais do que uma cafeteria: por isso, ele se tornou um ponto de encontro, permanência e contemplação no evento.

André Henning no “Café Ode ao Caramelo”

Instalado no Pavilhão das Culturas Brasileiras, o projeto dialogou diretamente com a arquitetura existente e propôs uma experiência acolhedora, afetiva e profundamente conectada à identidade brasileira.

O cachorro caramelo como inspiração para o projeto

O ponto de partida do ambiente foi um símbolo genuinamente brasileiro: o vira-lata caramelo. A partir dessa referência afetiva e popular, André Henning desenvolveu um espaço marcado por tons terrosos, materiais naturais e elementos que evocam memória, conforto e permanência.

Madeira, couro, vegetação e iluminação cuidadosamente planejada criaram uma atmosfera sensorial que convidava o visitante a desacelerar e viver o espaço de forma mais íntima. O café deixou de ser apenas uma área de apoio para se transformar em uma extensão da experiência cultural da Bienal.

Café Imperial PR: personalidade e sofisticação na materialidade do espaço

Para compor a principal materialidade do projeto, André Henning escolheu o Café Imperial PR, do PR Grupo Paraná, no acabamento escovado. Aplicada na área central da cafeteria, a rocha trouxe profundidade estética, elegância e uma presença marcante ao ambiente.

Café Imperial PR como protagonista do espaço

Com tonalidade intensa e textura sofisticada, o Café Imperial PR reforçou a proposta contemporânea do espaço, criando contraste com os demais elementos naturais e agregando ainda mais personalidade ao projeto.

A escolha da rocha também evidencia como os materiais naturais podem transformar ambientes em experiências completas, unindo estética, funcionalidade e identidade.

Um espaço que respeitou a arquitetura do Ibirapuera

Implantado em um dos edifícios mais emblemáticos do Parque Ibirapuera, o projeto foi pensado para coexistir em harmonia com a arquitetura do local. O mobiliário autoral, a estrutura independente e os elementos cenográficos foram desenhados para complementar o espaço sem interferir em sua essência.

Materiais naturais e tons terrosos prevalecem no ambiente

O resultado foi um ambiente que parecia fazer parte da própria arquitetura, valorizando a relação entre interior e exterior, luz natural e paisagem.

Arquitetura como experiência

Mais do que um café, o “Café Ode ao Caramelo” representou uma experiência de brasilidade contemporânea. Um espaço em que matéria, memória e afeto se encontraram para criar conexões genuínas entre arquitetura e cotidiano.

A participação do PR Grupo Paraná no projeto reforça o potencial das rochas naturais em ambientes que buscam autenticidade, sofisticação e impacto visual. Na Bienal de Arquitetura Brasileira, o Café Imperial PR mostrou como a materialidade pode ser protagonista na construção de espaços únicos e memoráveis.

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